Homem-Aranha: Um Novo Dia | Tom Holland reforça seu personagem em trama mais madura e cheia de ação

Créditos: Sony Pictures / Marvel Studios / Marvel

Em sua 4ª incursão solo nos cinemas dentro do MCU, o Homem-Aranha de Tom Holland chega mais maduro, cheio de dilemas e cenas de ação muito bem exploradas pelo diretor Destin Daniel Cretton. Com isso Homem-Aranha: Um Novo Dia é um baita filmão de quadrinhos em sua pura essência, trazendo o amigão da vizinhança em sua melhor forma para as telonas.

O longa traz atores conhecidos da franquia como o trio cheio de química Holland, Zendaya e Jacob Batalon, além de Marisa Tomei e Mac Gargan (Escorpião). Neste longa sai alguns nomes conhecidos dos longas anteriores, como Hapy Hogan (Jon Favreau), Homem de Ferro e Doutor Estranho e temos a chegada de Frank Castle/Justieiro (Jon Bernthal), Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo), algumas outras participações, e a chegada de novos atores como Tramell Tillman (Bill Metzger), Sadie Sink, Liza Colón-Zayas (detetive Jean DeWolff), entre outros.   

A Trama

Aqui se passaram 4 anos após os acontecimentos de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, temos aqui um Peter solitário, esquecendo quem ele é, focando em ser o melhor Homem-Aranha possível, tanto que Nova Iorque o abraça ainda mais, e até a polícia o tem como um braço importante no apoio a justiça. O seu amadurecimento acontece nessa solidão, observando Ned e MJ de longe, focando somente em trabalho, o que gera diálogos excelentes entre Peter e DeWolff.

Com atos muito bem estruturados, sendo um pouco mais saudosista no seu primeiro, mostrando como Peter caminha observando os amigos, e só entendendo os problemas da cidade, a trama realmente volta com tudo a partir do segundo ato, que mesmo com muita ação, Cretton sabe conduzir a trama em grandes momentos mais introspectivos, com esperanças sendo discutdas, seja para Peter, seja para Frank, que fica um pouco mais leve aqui, mas mantém sua força e sentimento de vingança. Até Bruce Banner chega muito bem para ser um mentor de Peter, mesmo sem lembrar dele, e sendo uma parede, quase literal, quando tem Hulk x Homem-Aranha.

A principal discussão do longa, fica sobre o poder e as responsabildiades, e mesmo sem a famosa frase do Tio Ben nos filmes, Tia May consegue ser um ponto de amor e de esperança para colocar as coisas nos trilhos.

Novos Amigos e Inimigos

Ver amigos como Frank e Bruce no longa traz essa conexões excelentes com o universo do MCU, seja da área das séries, mas principalmente com o universo maior dos cinemas, as interações com Peter são ótimas, e o ponto alto desses novos amigos fica para detetive Jean DeWolff, que assume o papel de trazer Homem-Aranha e Peter para colocar os pés no chão, sendo uma boa referência no lugar de tia May, com um grande coração de mãe, mas também entregando o senso de justiça.

Foi muito bom ver mais do Escorpião, sua força e exoesqueleto sendo trabalhado, mesmo que não tendo sua personalidade, por conta da possessão do "vilão" do filme, mas vemos que tem potencial para o personagem. O Tentáculo surge também em momentos importantes, e mesmo mais leve, quando "dominado" entrega cenas de ação sensacional contra Peter, e tudo por conta da vilã do longa.

A presença de Sink é notável, ela traz leveza e rancor para sua personagem e isso é crescente durante todo o longa, pois começa como uma ameaça fantasm, e quando ela ganha um rosto, e mais para frente, um nome, deixa tudo ainda mais importante.

Bill Metzger é o típico personagem que parece fazer o bem, mas é vilão na vida de alguém, e gosto como isso reforça até mesmo para Peter, que é o vilão na vida da personagem de Sink.

Ação

Ponto altíssimo para as cenas de ação! Cretton entrega um Homem-Aranha que nos faz querer vibrar por ele, com seus balanços por Nova Iorque, e o ponto de vista que nos faz estar ao lado do personagem, e não com um CGI que não nos causa essa aproximação. Muitas vezes lembramos de outras adaptações, como Homem-Aranha de Sam Raimi, nos fazendo torcer por essa adaptação.

Todos os momentos de Frank são bons, ele busca a sua justiça, e sua conexão com Peter é real, mesmo ele sendo mais na dele, e até quando MJ está ao lado deles, reforçando o trio, nos faz gostar de sua participação, e entender sua motivação. Bruce e Peter tem aquele momento professor-aluno, e o deslumbre do mestre vendo que o jovem é um prodígio.

Considerações

Para mim o maior ponto negativo é sua trilha sonora, e não pela sua qualidade, que é sensacional, mas sim por não nos conectar o tempo inteiro. Senti falta de um som de embate que nos fizesse ficar com sua melodia na cabeça. Ficou meio melancólico, mas intenso quando precisa, só que não algo que nos deixe pensando por muito tempo. 

A fotografia é algo a parte. Nova Iorque pulsa solidão, e ao mesmo tempo nos traz uma fraternidade muito interessante ao colocar as pessoas mais próximas, mesmo quando isoladas, dando um bom pertencimento. DeWolff com os filhos, mas parecendo estar mais focada no trabalho do que neles foi estranho, mas gostei dos jovens entendendo a ligação da mãe com o Homem-Aranha, quase como um irmão mais velho.

No geral

Homem-Aranha: Um Novo Dia nos entrega um personagem muito mais consolidado tanto em seu universo, quanto para os seus atores. A química entre Peter, MJ e Ned é excelente, e Tom faz um trabalho tão incrível, que todos os seus momentos são interessantes, até mesmo de novos relacionamentos, como o seu com Frank e DeWolff. Cretton entrega um herói digno dos quadrinhos.

Nota: 🟊🟊🟊🟊⯪

Spoiler: Cena Pós-Crédito

A única cena pós-crédito mostra o app de busca aranha procurando por Peter e não o encontrando, e assim dando sinais com ele ausente da Terra e buscando para além das estrelas, e só o encontrando em uma zona sem muitas informações. Ficamos esperando ele em uma viagem, ou já preparando-nos para Vingadores: Guerras Secretas, pois não acho que ele estará em Vingadores: Doutor Destino.

Spoiler: Personagem de Sadie Sink

E a surpresa no fim não foi tão surpresa, mas foi muito bom a forma como exploraram a Jean Grey de Snik, a utilização de seus poderes telepáticos e de telecinese. Sua origem foi bem contada, mas não exploraram o seu gêne X, mas deixaram tudo em aberto para ela evoluir, e mesmo não citando o universo X-Men, sabemos que ela pode ser muito bem inserida.

Volto ao ponto negativo da trilha sonora, pois quando há a revelação de Jean Grey, senti falta de fazerem como em Ms. Marvel, que teve a inserção do tema dos X-Men, nos fazendo remeter aquele universo.

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